Marathon é bom, mas será que é bom o suficiente? | Primeiras impressões
| Primeiras impressões O teste de servidores de Marathon chegou ao fim e trouxe um novo olhar para este tão polêmico jogo.
Ao longo das minhas 12 horas dedicadas ao período gratuito pré-lançamento, com a maior parte do tempo dedicada ao modo solo, pude ver boa parte do que a Bungie cozinhou para sua primeira “nova” propriedade intelectual desde Destiny, lançado em 2014.
Quem esteve atento às opiniões online que pairam sobre o jogo desde sua revelação de gameplay em abril de 2025 sabe que as marés não estavam favoráveis para o estúdio.
Críticas justas e injustas circularam na internet desde então, o que levou ao seu adiamento para 5 de março deste ano, com muito trabalho para os desenvolvedores tentarem dar a volta por cima em mais um jogo como serviço com dinheiro da Sony.
Logo, taxações como Concord 3 (com Highguard sendo o segundo) foram imediatas em meio ao público gamer, que sempre está pronto para comemorar fracassos.
Marathon é um shooter de extração com perspectiva em primeira pessoa baseado no jogo de mesmo nome lançado em 1994.
Com uma estética futurista muito particular, o game coloca o jogador no controle de Corredores, corpos artificiais que exploram as ruínas da colônia estelar de Tau Ceti IV, planeta para onde rumou a nave UESC Marathon mais de cem anos antes do momento atual da cronologia, e não se obteve mais notícias sobre seu paradeiro.
Com todo este background, digno de toda a engenhosidade da Bungie de criar mundos futuristas interessantes, a gameplay é bem mais direta e se firma com não muitas inovações dentre o cenário do seu gênero.
Sua missão é sempre entrar em áreas de Tau Ceti IV infestadas por robôs extremamente agressivos controlados pela inteligência artificial da UESC e buscar extrair com equipamentos e outros itens valiosos dispostos nos mais diversos locais da colônia, além de lutar contra outros Corredores pelos espólios.
Talvez a grande inovação de Marathon, além de todo o lado estético, está nos próprios Corredores.